Em
muita cidade do interior existe uma espécie de ditadura ideológica eleitoral:
ou você é do bem ou do mal. Se você
concordar com o “cara” você é do bem, se não... Quem ousa infringir esta lei é
tido como louco ou abestado.
Nina, cidade com menos de 13 mil habitantes, é um exemplo típico desse tipo de sentimento.
Nesta última eleição a vítima foi Beta Coutinho, mas já foi o Totô em 2004 e o
Riba Espíndula, em 2000, quando ousaram romper com a bipolaridade eleitoral
(claro que me refiro a candidaturas sérias, não aquelas orquestrada por um
candidato para prejudicar seu adversário)
Isto
existe para conter o processo de mudança – são as velhas oligarquias se
alternando no poder. Brigam o tempo todo, mas basta surgir uma voz que discorda
das práticas delas que se juntam para
combater o “mal” em comum.
Eu duvido muito que este blog
seja bem vindo a classe política ninense, pois, figuramos "além do bem e do mal" –
como diria Nietzsche. Não temos compromisso com grupo político nenhum e
marcamos o nosso passo independente, cobrando e denunciando as ilegalidades e
injustiças - essa não seria a função dos vereadores?
Outrossim, é importante dizer que não combatemos pessoas, combatemos atos
injustos ou ilegais. E se citamos nomes é porque os atos são cometidos por
pessoas. Mas não é nosso objetivo difamar a imagem de político algum, afinal, na política, assim como na vida, não existe perfeição.
Outrossim,
respeitamos a opinião de todos. Em especial, a dos quase
70% da população ninense que aprovaram os oito anos da administração anterior.
Mas gente, vamos combinar, não estar tudo bem coisa nenhuma.
Se estar, me responda:
1
– por que a taxa de analfabetismo beira os 30%? – ou seja, de cada 100 ninense
com ou mais de 15 anos, 29 não conseguiriam ler este artigo.
2
- por que mais de 82% da nossa população
está abaixo da Linha da pobreza? – dados do Governo Federal - Censo 2010.
3- porque menos de 2% da população tem
saneamento básico adequado? - dados do Governo Federal.
Se
estar tudo indo muito bem...
4
- por que os computadores da sala de informática da escola Francisco Rodrigues da Silva, no Ass. Palmares, estão parados por falta de técnico, enquanto centenas de
crianças que poderiam ter acesso a essa tecnologia ficam só na vontade?
5
– por que a passagem do pontão nunca foi gratuita, se o pontão é público e o passador é
pago pela prefeitura?
6
- por que, apesar dos moradores da zona rural (estrada São Domingos/Campim) pagarem
iluminação pública e a Cemar garantir que está repassando este recurso à
Prefeitura, esses povoados não tem acesso a este serviço?
Se
era realmente o máximo que se poderia fazer....
7
– por que o Sistema de Saúde do município não funcionava (Reveja)?
Por quê? Há tantas perguntas sem respostas...
Entretanto, insisto em dizer, o problema não estar nas pessoas, estar sim no modelo
patrimonialista com que administram o Bem Público.





