sábado, 12 de janeiro de 2013

Nina, além do Bem e do Mal

Em muita cidade do interior existe uma espécie de ditadura ideológica eleitoral: ou você é do bem ou  do mal. Se você concordar com o “cara” você é do bem, se não... Quem ousa infringir esta lei é tido como louco ou abestado.

Nina, cidade com menos de 13 mil habitantes, é um exemplo típico desse tipo de sentimento. Nesta última eleição a vítima foi Beta Coutinho, mas já foi o Totô em 2004 e o Riba Espíndula, em 2000, quando ousaram romper com a bipolaridade eleitoral (claro que me refiro a candidaturas sérias, não aquelas orquestrada por um candidato para prejudicar seu adversário)

Isto existe para conter o processo de mudança – são as velhas oligarquias se alternando no poder. Brigam o tempo todo, mas basta surgir uma voz que discorda das práticas delas que se  juntam para combater o “mal” em comum.  

Eu duvido muito que este blog seja bem vindo a classe política ninense, pois, figuramos "além do bem e do mal" – como diria Nietzsche. Não temos compromisso com grupo político nenhum e marcamos o nosso passo independente, cobrando e denunciando as ilegalidades e injustiças - essa não seria a função dos vereadores?

Outrossim, é importante dizer que não combatemos pessoas, combatemos atos injustos ou ilegais. E se citamos nomes é porque os atos são cometidos por pessoas. Mas não é nosso objetivo difamar a imagem de político algum, afinal, na política, assim como na vida, não existe perfeição. 



Outrossim, respeitamos a opinião de todos. Em especial, a dos quase 70% da população ninense que aprovaram os oito anos da administração anterior. 

Mas gente, vamos combinar, não estar tudo bem coisa nenhuma.
Se estar, me responda:

1 – por que a taxa de analfabetismo beira os 30%? – ou seja, de cada 100 ninense com ou mais de 15 anos, 29 não conseguiriam ler este artigo.

2 -  por que mais de 82% da nossa população está abaixo da Linha da pobreza? – dados do Governo Federal - Censo 2010.

3-  porque menos de 2% da população tem saneamento básico adequado? - dados do Governo Federal.

Se estar tudo indo muito bem...

4 - por que os computadores da sala de informática da escola Francisco Rodrigues da Silva, no Ass. Palmares, estão parados por falta de técnico, enquanto centenas de crianças que poderiam ter acesso a essa tecnologia ficam só na vontade?

5 – por que a passagem do pontão nunca foi gratuita, se o pontão é público e o passador é pago pela prefeitura?

6 - por que, apesar dos moradores da zona rural (estrada São Domingos/Campim) pagarem iluminação pública e a Cemar garantir que está repassando este recurso à Prefeitura, esses povoados não tem acesso a este serviço?

Se era realmente o máximo que se poderia fazer....

7 – por que o Sistema de Saúde do município não funcionava (Reveja)?

Por quê? Há tantas perguntas sem respostas...

Entretanto, insisto em dizer, o problema não estar nas pessoas, estar sim no modelo patrimonialista com que administram o Bem Público. 

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